Dívidas: como conviver com elas?

Atualizado: Abr 3

Neste artigo quero convidar você a uma reflexão interessante sobre o Endividamento! Mas antes de começarmos, me responda: Ao ler o título deste artigo como você se sentiu? Calmo, aflito, indiferente? Pois bem, o que eu quero realmente tratar é o entendimento que devemos ter sobre as dívidas e como nem sempre elas são um fardo na nossa vida.

Todos temos dívidas! Esse é um fato incontestável, goste você ou não, mas o que eu quero dizer com isso? Quero dizer que todo vivemos com dívidas, elas fazem parte da nossa vida financeira. Como você está lendo esse artigo, então você pode estar utilizando ou seu celular ou mesmo o seu computador para isso e dessa forma vai ter que pagar sua fatura do plano de internet ou mesmo sua conta de energia elétrica, logo, você tem dívidas. Agora o que não se pode confundir é "Ter dívidas" com "Estar inadimplente", são duas coisas bem diferentes, ou seja, a verdade é que todos somos endividados, mas nem todos somos inadimplentes. Ter dívidas é meramente comprar ou usar algo e ter que pagar por isso futuramente. Estar inadimplente é comprar ou usar algo e não ter como pagar.

Agora o que é realmente importante se entender é que as dívidas nascem do conceito do crédito, que é justamente o fato de que alguém (ou alguma empresa) lhe fornecer um produto ou um serviço para que você possa pagar depois a ela. Afinal, muito do desenvolvimento que nossa sociedade pôde ter se deu em relação ao uso do crédito e da relações de confiança nas transações comerciais. Dessa forma, qual a grande chave para podermos conviver bem com as dívidas? Inicialmente temos que classificar as dívidas em dois grandes grupos: Dívidas boas e dívidas ruins! (isso mesmo que você leu: dívidas boas. Nem tudo está perdido).

Por dívidas boas, entenda aquelas em que você consegue obter um aumento de seu patrimônio, ou mesmo consegue recursos para que possa aumentar a renda. Como exemplo, pense que você trabalha dando aulas de guitarra, mas não tem ainda um instrumento bom o suficiente para conseguir obter acordes melhores ou mesmo ter mais de uma guitarra para poder dar uma aula melhor presencialmente. Dessa forma comprar uma nova guitarra, usando um crediário de uma loja ou mesmo cartão de crédito, visando adquirir uma ferramenta de trabalho, é uma dívida boa. Outro exemplo é pagar parceladamente uma pós-graduação para que assim você possa crescer em sua área profissional, ou seja, se você adquire uma dívida visando o crescimento pessoal, financeiro e patrimonial, então você está adquirindo uma dívida boa.

Por outro lado, podemos considerar uma dívida ruim aquela que é meramente voltada para o consumo (e na maioria das vezes, o consumo sem critério ou necessidade). É aquela compra parcelada de um novo celular quando o que você tem ainda está em pleno funcionamento. Ou mesmo aqueles 18 pares de sapatos (as mulheres sempre irão contestar haha) que nem chegam a serem usados no ano, ficando apenas de enfeite.

A importância de entender essa divisão entre as dívidas como boas e ruins é justamente para que possa entender sobre o resultado financeiro que você vem obtendo. Se você para e sente que tem problemas com as dívidas, então é muito provável que o seu foco está apenas em adquirir dívidas ruins e poucas dívidas boas, ou seja, você não está usando o crédito que tem disponível para se alavancar e está apenas acumulando coisas em seus armários, estantes e guarda-roupas. Lembre-se: não tem nada de errado em querer ter as coisas que lhe dão prazer ou mesmo as coisas que se quer ter, mas é muito importante que saibamos as regras do jogo para tirarmos melhor proveito dele e navegarmos com tranquilidade em nossa vida financeira.


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